A criação da província romana de Lusitania

Mapa de la provincia Lusitania.
Cabeza velada del emperador Augusto procedente del Aula Sacra del teatro Romano. Archivo MNAR.
Mapa de la provincia Lusitania con las principales vías de comunicación según Vasco Gil Mantas (2012).

Octavio, designado Augusto a partir do ano 27 a. C. Foi o artífice da organização das províncias e na sua viagem para a Galia e a Hispania, entre 16 e 13 a. C., tomou a decisão de criar uma nova província, Hispania Ulterior Lusitana que abrangem regiões herdadas dos celticos do Sul, dos lusitanos e dos vetões e onde estabeleceu cinco colónias, quatro em cidades já existentes: Scalabis (Santarem), Metellinum (Medellín), Norba (Cáceres), Pax (Beja) e mais uma nova, Augusta Emerita que tornou-se a sua capital. Desta forma, e através dos municípios, favoreciam o controlo das populações e a protecção dos interesses dos ciudadãos romanos num território cheio de recursos. Pouco a pouco se desenvolveu a vida política com a organização das comunidades, das autarquias, nas quais as famílias municipais mais determinadas e dinâmicas serviram de relação entre as populações urbanas e rurais, que levaram a uma adaptação à “cultura do Império”.

Para uma melhor administração e controlo de um território tão vasto, foi criada uma rede completa de calçadas romanas, construções de qualidade, obras de construção de fábrica nos locais do percurso onde era preciso ultrapassar obstáculos fluviais ou zonas escarpadas: os diques, as pontes monumentais como a ponte de Mérida sobre o rio Ana, e também a Ponte do Sor sobre a Ribera de Seda ou a magnífica de Chaves (Aquae Flaviae). Os miliários, postes cilíndricos indicadores de distâncias entre mansões e de outras notícias relativas ao percurso revelam-nos os trabalhos realizados na evolução do império para o estabelecimento e melhoria dessas fundamentais vias de comunicação.

*Textos da exposição temporal Lusitania Romana. Origen de dos Pueblos, com curadoira de J. M. Álvarez, Antonio Carvalho e C. Fabiao.